Os 29 de Buriticupu
A significação de nossas experiências é algo bastante complexo. Por vezes, chego mesmo a questionar a validade de minhas crenças, decisões e posturas. A caminhada pelo deserto, com todas as suas vicissitudes, insiste em me fazer sentir saudades de tudo que deixei para trás.
Mas, em meio à minha solidão, eis que apareceu um grupo de alunos, em uma viagem de congresso, para me mostrar que amor, fidelidade e força podem ser encontrados nas situações mais adversas.
A necessidade de nos mantermos juntos para enfrentar uma situação que fugiu ao nosso desejo, me mostrou que fidelidade é a capacidade de decidir continuar junto, mesmo quando a situação do outro lhe exige sacrifícios; que amor acontece quando se faz aquilo que é necessário ao outro, mesmo que se tenha a opção de não fazê-lo; e que força é a capacidade de não desistir, mesmo quando as circunstâncias te impelem para isso.
Amor, fidelidade e força – nos sentidos apresentados acima – só foram possíveis porque antes de tudo havia o desejo de uma unidade, de um espírito de grupo que manteve a união, mesmo tênue, que se formou apenas por alguns dias; que nos tornou os 29 de Buriticupu que aguardaram esperançosos a retirada de uma “areinha” que impedia nossa passagem. Toda essa experiência nos fez ver que “o importante é ser feliz”.
Entretanto, diante da nossa tragédia pessoal de retorno ao ponto de partida, que nos obrigou a sermos turistas “morantes” em Imperatriz, o consolo não era o que poderia ter sido melhor, mas aquilo que não fora pior; afinal: “Pior seria, se pior fosse” (rsrsrsrsrsrsrsr)







