sábado, 4 de junho de 2011

Correção gramatical

             Ao escrevermos um texto temos que mantê-lo sempre coeso e coerente, mas também temos que garantir a sua correção gramatical. Este aspecto, por muitos negligenciado, é capaz de destruir a imagem de um profissional e até mesmo de uma empresa. 
                 Um aspecto simples que, entretanto, causa uma certa confusão é o uso dos PRONOMES DEMONSTRATIVOS. Abaixo apresento uma pequena tabela com as indicações dos usos de cada um dos pronomes demonstrativos em língua portuguesa. 



Pronome demonstrativo
Pessoa do discurso
Lugar
Tempo
Discurso
ESTE (S)
ESTA (S)
ISTO
Fazem referência a pessoa ou coisa próxima da pessoa que fala (EU).
Referem-se ao lugar em que está o emissor.
Referem-se ao presente.
Com função anafórica, identificam o termo mais próximo, havendo dois anteriormente citados. Com função catafórica, referem-se ao que vai ser citado no discurso.
ESSE (S)
ESSA (S)
ISSO
Fazem referência a pessoa ou coisa próxima da pessoa com quem se fala (TU).
Referem-se ao lugar em que está o receptor.
Referem-se a passado ou futuro próximos.
Com função anafórica, referem-se ao que foi citado no discurso.
AQUELE (S)
AQUELA (S)
AQUILO
Fazem referência a pessoa ou coisa distante da pessoa que fala e da pessoa com quem se fala. Correspondem a ELE.
Referem-se a lugar distante do emissor e do receptor.
Referem-se a passado ou futuro distantes.
Com função anafórica, identificam o termo mais distante, havendo dois anteriormente citados.


* catafórica: aponta para uma palavra ou ideia que ainda será citada. 
* anafórica: aponta para uma palavra ou ideia que já citada.

 Fonte: Teixeira, Leonardo. Comunicação na empresa. Rio de Janeiro: Editora FGV, 2007

                 Além do uso dos pronomes demonstrativos, há também as possibilidades de uso dos PRONOMES RELATIVOS. Que também servem para retomar palavras já citadas no texto, evitando a repetição desse termo e associando-o à nova ideia apresentada. 

PRONOME
USO
QUE
Refere-se a antecedentes que sejam coisas, situações, pessoas, lugares e outros. Precisa ser acompanhado da preposição correta.
O QUAL, A QUAL, OS QUAIS, AS QUAIS
Segue basicamente a mesma orientação do pronome “que”, acrescentando-se que ele deve também concordar em gênero com seu antecedente.  
ONDE
Refere-se a um antecedente que seja um lugar.
QUEM
Refere-se a um antecedente que seja uma pessoa.
CUJO, CUJA, CUJOS, CUJAS
Pronome relativo que estabelece uma relação de posse entre seu antecedente e seu consequente, concordando em gênero e número com o consequente.

terça-feira, 17 de maio de 2011

Ainda a Revolução dos Bichos

O texto do link a seguir é muito interessante. E pode ajudar bastante na elaboração da resenha de vocês.

A Revolução dos Bichos

Contribuição do Anderson Costa

sexta-feira, 29 de abril de 2011

ERECIC em São Luís

Os 29 de Buriticupu




        A significação de nossas experiências é algo bastante complexo. Por vezes, chego mesmo a questionar a validade de minhas crenças, decisões e posturas. A caminhada pelo deserto, com todas as suas vicissitudes, insiste em me fazer sentir saudades de tudo que deixei para trás.
       Mas, em meio à minha solidão, eis que apareceu um grupo de alunos, em uma viagem de congresso, para me mostrar que amor, fidelidade e força podem ser encontrados nas situações mais adversas.
        A necessidade de nos mantermos juntos para enfrentar uma situação que fugiu ao nosso desejo, me mostrou que fidelidade é a capacidade de decidir continuar junto, mesmo quando a situação do outro lhe exige sacrifícios; que amor acontece quando se faz aquilo que é necessário ao outro, mesmo que se tenha a opção de não fazê-lo; e que força é a capacidade de não desistir, mesmo quando as circunstâncias te impelem para isso.
Amor, fidelidade e força – nos sentidos apresentados acima – só foram possíveis porque antes de tudo havia o desejo de uma unidade, de um espírito de grupo que manteve a união, mesmo tênue, que se formou apenas por alguns dias; que nos tornou os 29 de Buriticupu que aguardaram esperançosos a retirada de uma “areinha” que impedia nossa passagem. Toda essa experiência nos fez ver que “o importante é ser feliz”.
      Entretanto, diante da nossa tragédia pessoal de retorno ao ponto de partida, que nos obrigou a sermos turistas “morantes” em Imperatriz, o consolo não era o que poderia ter sido melhor, mas aquilo que não fora pior; afinal: “Pior seria, se pior fosse” (rsrsrsrsrsrsrsr)